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Câmara não chega a acordo sobre criação de 160 cargos no STF

Câmara dos Deputados prioriza Projeto de Decreto Legislativo e adia votação sobre criação de 160 cargos no STF, em meio a tensões políticas.

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As tensões entre a Câmara dos Deputados e o Supremo Tribunal Federal (STF) continuam a se intensificar. Um projeto que visa a criação de 160 cargos em comissão no STF, apresentado em março de 2024, ainda não foi votado. Desde então, a proposta entrou na pauta catorze vezes, mas não obteve consenso entre os líderes partidários.

Na última reunião de líderes, realizada na quinta-feira, 12, não houve acordo para a apreciação do projeto. O foco atual da Câmara se volta para um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que busca sustar um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o IOF. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou que a discussão sobre o PDL será priorizada na próxima sessão.

Justificativa do STF

O STF defende a criação dos novos cargos, alegando que os gabinetes dos ministros atualmente contam com apenas 31 servidores, incluindo pessoal cedido e sem vínculo efetivo. Dentre esses, apenas 20 são efetivos, e 17 ocupam funções comissionadas, com salários que variam entre R$ 1.461 e R$ 3.256. A justificativa do tribunal destaca que a ampliação do quadro é necessária para lidar com a crescente complexidade dos casos.

O STF argumenta que a qualificação dos servidores é essencial para a melhoria da prestação jurisdicional. A proposta, que já recebeu regime de urgência, prevê um impacto financeiro de R$ 7,8 milhões para este ano. O tribunal ressalta que a criação de novos cargos visa reter profissionais qualificados, o que, segundo eles, resultará em uma análise mais cuidadosa dos processos.

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