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Líderes dão prazo de 15 dias para governo cumprir acordos e se reorganizar

Câmara adia análise do decreto do IOF e dá ao governo mais tempo para negociar alternativas e evitar derrota política.

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Em um movimento estratégico, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e líderes partidários decidiram que, nesta segunda-feira, a votação se concentrará apenas na urgência para a derrubada do decreto que aumenta o IOF. A apreciação do mérito ficará para um momento posterior, permitindo ao governo mais tempo para negociar alternativas.

Essa decisão ocorre em um contexto de descontentamento entre os congressistas em relação ao aumento do IOF, o que gerou a necessidade de uma resposta rápida do Executivo. A Câmara, ao adiar a análise do mérito, proporcionará um intervalo de duas semanas, durante o qual os corredores estarão esvaziados devido às festividades juninas e a um fórum jurídico em Lisboa, organizado pelo ministro Gilmar Mendes, do STF.

Fontes consultadas indicam que a operação realizada pelo Palácio do Planalto, que incluiu conversas com o presidente Lula e os ministros Gleisi Hoffmann e Rui Costa, foi crucial para que o governo conseguisse esse tempo adicional. O objetivo é encontrar soluções que convençam os congressistas a não imporem uma derrota ao Executivo.

A expectativa é que, durante esse período, o governo busque alternativas viáveis para reverter a insatisfação e evitar a derrubada do decreto. A situação continua a ser monitorada de perto, com a possibilidade de novas negociações nos próximos dias.

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