Quando Jair Bolsonaro subiu ao palanque na avenida Paulista em abril de 2023, ele afirmou contar com um Tribunal Superior Eleitoral (TSE) “isento” para as eleições de 2026. O ex-presidente, que foi declarado inelegível pelo TSE, busca reverter suas condenações por meio de recursos judiciais, semelhante à estratégia utilizada por Luiz Inácio Lula da Silva em 2018.
A nova composição do TSE, que contará com ministros indicados por Bolsonaro, é um dos pilares de sua estratégia. O ministro Nunes Marques, indicado por ele ao Supremo Tribunal Federal (STF), assumirá a presidência do TSE, enquanto André Mendonça, também indicado por Bolsonaro, ocupará a vice-presidência. Ambos têm histórico de decisões que favorecem o ex-presidente, incluindo votos que o absolveram em processos anteriores.
Bolsonaro aposta em postergar o trânsito em julgado de suas condenações, o que permitiria que ele registrasse sua candidatura alegando que ainda pode recorrer. As condenações estão sendo analisadas no STF, e caso transitem em julgado, o ex-presidente poderá entrar com uma ação rescisória, buscando suspender os efeitos das decisões anteriores.
A estratégia de Bolsonaro depende da distribuição dos casos a ministros que acolham seus argumentos. A probabilidade de sucesso, no entanto, é considerada remota, dada a composição da Corte em 2026. O ex-presidente, portanto, se prepara para uma batalha judicial que poderá definir seu futuro político nas próximas eleições.
Entre na conversa da comunidade