Vance Luther Boelter, de 57 anos, foi preso no último domingo (15) sob a acusação de assassinar uma deputada democrata de Minnesota e seu marido. O crime ocorreu enquanto Boelter se passava por policial, conforme informou o governador Tim Walz.
O ataque, que chocou a comunidade local, aconteceu no sábado, 14 de outubro, e resultou na morte da deputada e de seu esposo, Mark. Além disso, outros parlamentares, como o senador John Hoffman e sua esposa, ficaram feridos. Walz classificou o ato como um “assassinato com motivação política”.
Após uma intensa caçada policial que durou dois dias, Boelter se entregou pacificamente em uma área rural a oeste de Minneapolis, mesmo estando armado. A polícia localizou um veículo associado ao crime no Condado de Sibley, a cerca de 80 km do local do ataque. A operação envolveu equipes da Força Aérea e da SWAT, sendo considerada uma das maiores caçadas humanas da história do estado.
Contexto do Crime
Durante a coletiva de imprensa, o governador Walz destacou que o ataque “alterou o estado de Minnesota” e não deve ser a norma nas disputas políticas. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, também condenou a violência política, enfatizando a necessidade de responsabilização dos agressores.
Boelter, que já ocupou um cargo político, é acusado de ter uma lista de “alvos” em seu veículo, incluindo políticos democratas proeminentes. As investigações revelaram que ele tinha um histórico de atividades como profissional de segurança e missionário religioso, tendo atuado em diversas regiões, incluindo a África.
As autoridades estaduais já notificaram outros possíveis alvos mencionados na lista, que inclui o governador Walz e a deputada Ilhan Omar. O superintendente do Departamento de Apreensão Criminal de Minnesota, Drew Evans, afirmou que o material encontrado não foi classificado como um “manifesto”, mas confirmou a seriedade das ameaças.
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