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Moraes nega pedido de Bolsonaro para anular delação de Mauro Cid

Ministro do STF mantém delação de Mauro Cid e rejeita pedido da defesa de Bolsonaro, intensificando investigações sobre suposta trama golpista.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta segunda-feira, 17 de outubro, o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para anular a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid. A delação está ligada a investigações sobre uma suposta trama golpista.

Moraes considerou a solicitação impertinente para o estágio atual do processo, afirmando que o momento é inadequado para pedidos que visam protelar a ação penal. A defesa de Bolsonaro argumentou que Cid teria violado regras de sigilo ao discutir sua delação em mensagens trocadas por meio de um perfil anônimo no Instagram.

Na decisão, o ministro destacou que não há fundamentos processuais que justifiquem a anulação do acordo de delação. A defesa de Bolsonaro baseou seu pedido em informações da revista Veja, que indicam que Cid teria mentido durante seu depoimento no STF.

Mauro Cid negou a autoria das mensagens atribuídas a ele, mas novos diálogos foram apresentados por outro réu, Marcelo Câmara. O advogado de Câmara afirmou que ele participou das conversas e apresentou provas, como mensagens e vídeos, que envolvem o ex-assessor presidencial.

Além disso, Moraes já havia determinado que a Meta, empresa responsável pelo Instagram, fornecesse os dados cadastrais da conta utilizada por Cid, mas essa informação ainda não foi disponibilizada. A decisão do ministro reafirma a continuidade das investigações que envolvem Bolsonaro e seus aliados, aumentando a pressão sobre o ex-presidente em um momento crítico de sua trajetória política.

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