O general Augusto Heleno, ex-ministro de Jair Bolsonaro, está sendo julgado por sua suposta participação na tentativa de golpe de Estado. Os depoimentos na Justiça têm gerado momentos inusitados, como o pedido do advogado de Heleno, Matheus Milanez, para que a sessão começasse mais tarde.
O pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, que ironizou a situação. Moraes sugeriu que, se os depoimentos fossem adiados, o advogado poderia perder a oportunidade de aproveitar um “belo brunch”, um jantar no Dia dos Namorados e a comemoração do Dia de Santo Antônio em uma quermesse. Nos bastidores, o ministro comentou que Milanez é uma “figura” e que o considerou engraçado.
Entretanto, essa leveza não reflete a gravidade do julgamento. Fontes indicam que a defesa de Heleno é considerada fraca e que seu desempenho nos depoimentos não foi satisfatório. Advogados de outros réus e militares acreditam que as chances de absolvição do general diminuíram após sua apresentação.
Na última semana, Milanez justificou seu pedido de adiamento da sessão, alegando que não teve tempo para jantar e apenas conseguiu tomar café da manhã. A resposta de Moraes, com ironia, deixou claro que a prioridade era a continuidade dos depoimentos, sem interrupções desnecessárias.
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