Autoridades russas intensificaram a repressão contra igrejas batistas na região de Luhansk, Ucrânia, desde a invasão em fevereiro de 2022. Recentemente, pastores foram multados e materiais religiosos confiscados durante operações policiais. A congregação batista do Conselho de Igrejas em Krasnodon foi alvo de uma invasão no dia 8 de junho, durante o culto de Pentecostes. A polícia local e um promotor revistaram o templo, levando todos os materiais cristãos e registrando imagens de suas instalações.
O pastor Vladimir Rytikov, que lidera a igreja, afirmou que essas ações fazem parte de uma campanha para reprimir igrejas não registradas, em conformidade com leis “anti-missionárias”. Ele destacou que a recusa em se registrar se deve à exigência do governo russo de que os pastores informem sobre a vida dos membros, o que considera uma traição. Rytikov já havia enfrentado perseguições no passado, incluindo prisão em 1979 por seu envolvimento em atividades cristãs.
Violação da Liberdade Religiosa
A Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional denunciou diversas violações da liberdade religiosa nas áreas ocupadas pela Rússia. As comunidades religiosas enfrentam pressão para se registrarem, o que as obriga a seguir leis que restringem atividades e discursos religiosos. Em Donetsk, soldados russos revistaram igrejas, apreendendo equipamentos e literatura religiosa considerada “extremista”.
Além das invasões, as autoridades russas têm perseguido líderes cristãos e destruído locais de culto. Desde o início da invasão, pelo menos 500 igrejas e locais religiosos foram danificados ou destruídos. Relatórios indicam que tribunais russos impuseram multas e restrições severas, levando ao fechamento de templos. Eric Mock, da Slavic Gospel Association, destacou que as igrejas protestantes são vistas como agentes do Ocidente, o que contribui para sua desconfiança por parte do governo russo.
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