A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de disseminação de fake news que envolve a produção de dossiês com informações falsas sobre pessoas próximas ao ex-presidente Lula. O foco inclui membros do PT e da Fundação Perseu Abramo. O relatório da PF aponta que Daniel Lemos e Richards Pozzer, indiciados no caso, obtiveram dados de forma ilegítima sobre administradores de um grupo de combate a fake news.
Os dossiês continham informações sobre figuras como Paulo Pimenta e Paulo Okamotto, presidente da Fundação Perseu Abramo. Em conversas interceptadas, Lemos e Pozzer revelaram que levantaram dados de administradores do grupo “Caçadores de Fake News”, utilizando números de telefone para acessar informações pessoais em fontes ilegítimas.
Richards Pozzer destacou a relação de empresas ligadas aos alvos do dossiê com recursos públicos de campanhas eleitorais. Além de Okamotto, outros nomes como Clarrisa Berry e Tatiane Ferreira também foram mencionados. Em mensagens, Pozzer insinuou que a inclusão de Pimenta no grupo era uma evidência do que chamou de “gabinete do ódio”.
A PF identificou que a metodologia usada para criar os dossiês é semelhante àquela observada durante a CPI da COVID, direcionada contra seus integrantes. O material produzido tinha como objetivo ser disseminado em canais utilizados pelos indiciados. Daniel Lemos mencionou a intenção de imprimir os documentos e enviá-los a destinatários, incluindo o deputado bolsonarista Gustavo Gayer. Ele também afirmou ter compartilhado os dossiês com “vários canais e jornalistas da direita”.
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