O governo de Portugal aprovou 80 propostas da oposição, incluindo três do partido Chega, que se tornou a segunda força política do país. As medidas, que incluem o programa “Bom Regresso”, visam facilitar o retorno de imigrantes sem condições financeiras.
O programa “Bom Regresso” foi apresentado de forma vaga no programa eleitoral do Chega, que elegeu 60 deputados, superando os 58 do Partido Socialista (PS). A proposta não especifica fontes de financiamento e promete apoio a imigrantes que desejam retornar ao seu país de origem.
Além do programa de retorno, outras duas propostas do Chega foram aceitas: garantir que as forças de segurança tenham recursos para fiscalizar a imigração ilegal e o tráfico de seres humanos, além de aumentar as penas para esses crimes. O Chega tem promovido um discurso anti-imigração, associando imigrantes ao aumento da criminalidade, uma afirmação contestada pela Polícia Judiciária.
Mudança de Postura do Governo
O primeiro-ministro Luís Montenegro, reeleito pela coligação de centro-direita Aliança Democrática, adotou uma postura diferente em relação ao Chega, afirmando que conversaria com todos os partidos. Essa mudança contrasta com a abordagem anterior, que rejeitava qualquer diálogo com a sigla.
O governo português, ao incluir propostas do Chega, demonstra uma abertura ao discurso radical sobre imigração. O programa da ONU, Árvore, já oferece um retorno voluntário digno a imigrantes, com suporte financeiro, destacando alternativas às propostas do Chega. A inclusão de medidas da oposição no Parlamento reflete um novo cenário político em Portugal, onde a colaboração entre partidos se torna cada vez mais necessária.
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