Um juiz federal determinou a libertação sob fiança de Mahmoud Khalil, ex-aluno da Universidade Columbia, após três meses de detenção. Khalil, que se destacou em protestos anti-Israel, foi preso sob acusações que o governo considerou justificáveis, mas que o juiz contestou.
Durante a audiência, o juiz Michael E. Farbiarz afirmou que a detenção de Khalil era uma retaliação ilegal por seu discurso pró-Palestina. Ele destacou que as alegações do governo não sustentavam a prisão, afirmando que “há um esforço para usar a acusação de imigração aqui para punir Khalil”. O ex-aluno, que possui visto de residência permanente e é casado com uma cidadã americana, se tornou um símbolo de resistência no movimento estudantil.
Khalil foi detido em março de 2023, no campus da Universidade Columbia, e sua prisão gerou críticas de grupos de direitos civis. O governo, que se opôs à sua libertação, alegou que ele apoiava o grupo terrorista Hamas, mas não apresentou provas concretas. Os advogados de Khalil argumentaram que sua detenção era uma violação da liberdade de expressão.
A decisão do juiz Farbiarz representa uma vitória significativa para Khalil, que poderá retornar a Nova York com sua família. O governo ainda pode tentar deportá-lo, mas a ordem judicial garante que ele não permanecerá mais preso. A situação de Khalil reflete um contexto mais amplo de repressão a vozes críticas nos Estados Unidos, especialmente em relação à política externa.
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