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Argentina inicia julgamento à revelia de dez réus por atentado à AMIA em 1994

Justiça argentina avança com julgamento à revelia de acusados pelo atentado à AMIA, buscando romper com a impunidade histórica do caso.

Decobrir a verdade: Justiça argentina irá julgar à revelia dez acusados por atentado de 1994 contra a AMIA (Foto: amia.org.ar)
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A Justiça argentina autorizou o julgamento à revelia de dez acusados iranianos e libaneses pelo atentado à AMIA, ocorrido em 18 de julho de 1994, que resultou em 85 mortos e centenas de feridos. A decisão foi proferida pelo juiz Daniel Rafecas, que destacou a importância dessa medida para tentar descobrir a verdade sobre o ataque, que permanece sem esclarecimento até hoje.

A nova norma processual, aprovada em março de 2023, permite o julgamento à revelia, considerando a impossibilidade de contar com a presença dos acusados. Rafecas enfatizou que a aplicação dessa norma é essencial para evitar a perpetuação da impunidade em um crime de lesa humanidade. O atentado à AMIA é considerado o pior da história argentina, realizado com um carro-bomba e dirigido à comunidade judaica do país.

A investigação do caso foi marcada por desvios e impunidade, com denúncias de encobrimento que envolveram figuras como o ex-presidente Carlos Menem. Até o momento, não há detidos, e os motivos do atentado continuam obscuros. Entre os acusados estão ex-ministros e diplomatas iranianos, como Alí Fallahijan e Alí Akbar Velayati, que enfrentam pedidos de prisão internacional.

O atentado à AMIA segue sem respostas claras, assim como o ataque à embaixada de Israel em Buenos Aires, que ocorreu em 1992 e deixou 29 mortos. A nova abordagem da Justiça argentina representa uma tentativa de romper com o ciclo de impunidade que perdura há quase três décadas.

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