Um dia após a derrota significativa do governo Lula no Congresso, com a derrubada do decreto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o presidente se reuniu com o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, no Palácio do Planalto. A votação, que resultou na rejeição do decreto, contou com o apoio de todos os representantes do partido na Câmara.
Durante a reunião, que não estava na agenda oficial de Lula, também participaram a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, o ministro do Turismo, Celso Sabino, e o chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro. Embora a conversa já estivesse agendada, a derrota no Congresso influenciou a pauta discutida.
A ala do União Brasil que integra o governo está considerando a possibilidade de deixar a administração e criticou a gestão atual. Rueda, em entrevista anterior, afirmou que a administração Lula se fechou no PT e “não consegue fazer entregas”, além de se enfraquecer progressivamente. Ele também mencionou que a federação da sigla com o PP deve apoiar um candidato de centro-direita nas eleições de 2026.
A situação reflete as tensões entre o governo e seus aliados, evidenciando a fragilidade da base de apoio de Lula no Congresso. A continuidade da aliança com o União Brasil pode estar em risco, o que pode impactar a governabilidade nos próximos meses.
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