Sean “Diddy” Combs, magnata do hip-hop, enfrenta sérias acusações de tráfico sexual e associação criminosa. Durante os argumentos finais do julgamento, a defesa alegou que as acusações são exageradas e que as relações de Combs eram consensuais. O advogado Marc Agnifilo afirmou que o governo está criminalizando o estilo de vida de Combs e suas ex-namoradas.
A promotoria, por sua vez, destacou a violência e manipulação emocional nas relações de Combs. A promotora Christy Slavik apresentou evidências de que o rapper usou seu poder para explorar mulheres, incluindo ex-namoradas, e as forçou a participar de eventos sexuais, conhecidos como “freak-offs”. A defesa contestou a credibilidade das testemunhas, incluindo Casandra Ventura, que teve um relacionamento de 11 anos com Combs e recebeu uma indenização de 20 milhões de dólares após processá-lo por agressão.
Agnifilo argumentou que as alegações de violência não configuram tráfico sexual, mas sim questões de violência doméstica. Ele tentou desacreditar a narrativa da promotoria, afirmando que não havia evidências suficientes para sustentar a acusação de que Combs operava uma organização criminosa. A defesa também defendeu que os acompanhantes masculinos contratados por Combs e suas parceiras eram pagos apenas por sua companhia.
Em resposta, a promotoria enfatizou que não se pode separar a violência do sexo, afirmando que as mulheres estavam emocionalmente e financeiramente presas. O júri deve se reunir na próxima segunda-feira para receber instruções do juiz e iniciar as deliberações. Combs enfrenta a possibilidade de pena de prisão perpétua se condenado.
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