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Delegados da PF defendem diretor-geral da Abin diante de pedidos de demissão

Servidores da Abin exigem demissão de Luiz Fernando Corrêa após indiciamento por obstrução, enquanto ADPF defende delegados em cargos estratégicos.

Diretor Geral da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Luiz Fernando Corrêa. (Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo)
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A crise na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) se intensificou com a solicitação de demissão do diretor-geral Luiz Fernando Corrêa, indiciado pela Polícia Federal (PF) por obstrução de investigações. Servidores da Abin exigem sua saída após a revelação de uma estrutura paralela destinada a espionar adversários do governo.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) manifestou-se contra a pressão da União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin (Intelis) pela demissão de Corrêa. Em nota divulgada nesta sexta-feira (27), a ADPF defendeu a presença de delegados federais em cargos estratégicos, ressaltando a importância de sua experiência e qualificação.

A Intelis argumenta que a Abin deve ser liderada por um profissional de carreira da agência, considerando a situação atual como um ataque à competência dos servidores. A ADPF, por sua vez, destacou que a presença de delegados federais em funções de segurança pública é significativa e necessária para a gestão de crises complexas.

A nota da ADPF enfatiza que a narrativa que desmerece os delegados é equivocada e ignora a formação técnica e a experiência acumulada por esses profissionais. A situação na Abin reflete tensões internas e a necessidade de um debate mais amplo sobre a governança e a estrutura da inteligência no Brasil.

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