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Dois homens recebem prisão perpétua por morte de mais de cinquenta migrantes nos EUA

Dois traficantes de pessoas recebem penas severas por mortes de migrantes em caminhão, ressaltando a urgência no combate ao tráfico humano.

Caminhão que levava os migrantes abandonado em San Antonio, no Texas — Foto: JORDAN VONDERHAAR/AFP
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Dois homens foram condenados à prisão perpétua nos Estados Unidos por sua participação na morte de 53 migrantes que viajavam em condições desumanas em um caminhão. O caso remonta a junho de 2022, quando os migrantes, provenientes de México, Guatemala, Honduras e El Salvador, foram encontrados em um compartimento sem ventilação, resultando em uma tragédia que deixou 48 mortos.

O Departamento de Justiça dos EUA informou que Felipe Orduña Torres, de 30 anos, conhecido como “Cholo”, foi condenado à prisão perpétua e multado em US$ 250 mil. Ele liderava a rede de tráfico de pessoas. O juiz Orlando García, do distrito oeste do Texas, enfatizou a gravidade do crime ao proferir a sentença. Armando Gonzáles Ortega, de 55 anos, apelidado de “El Don”, recebeu uma pena de 83 anos de prisão por sua participação.

Durante a viagem, o ar-condicionado do caminhão falhou, e a temperatura interna subiu drasticamente. Dos 64 migrantes a bordo, apenas 11 sobreviveram. A procuradora-geral Pamela Bondi afirmou que as sentenças enviam uma mensagem clara aos traficantes de pessoas: “não descansaremos até que estejam atrás das grades”.

Além dos condenados, outros cinco envolvidos no caso já se declararam culpados e aguardam sentença. Um suposto membro da rede, Rigoberto Ramón Miranda Orozco, de 48 anos, foi extraditado da Guatemala e seu julgamento está agendado para setembro. A tragédia destaca a crescente crise migratória e os perigos enfrentados por aqueles que buscam uma vida melhor.

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