O União Brasil e o Partido Progressistas (PP) estão prestes a formalizar uma federação, com uma convenção agendada para 9 de julho em Brasília. No entanto, disputas internas sobre a liderança da federação em São Paulo ainda persistem.
O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União), afirmou que existe um acordo nacional para que ele presida a federação no estado. Por outro lado, Maurício Neves (PP), atual presidente do diretório paulista do partido, contradisse Leite, afirmando que não haverá um presidente estadual.
Durante um evento na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), onde foi homenageado, Leite reiterou sua intenção de liderar o diretório estadual da nova federação. Ele destacou que a convenção de julho é um passo importante para consolidar a união dos partidos. “Fico na presidência do partido da União-Progressistas, que há um acordo nacional para isso”, declarou Leite.
Neves, em resposta, expressou surpresa com as declarações de Leite, afirmando que o tema já havia sido superado. “A Federação União Progressista em São Paulo não terá um presidente estadual”, enfatizou. Ele ressaltou que, em caso de divergências, a decisão final será da direção nacional.
Cenário Político
Leite também comentou sobre as eleições de 2026, mencionando que o cenário político está em constante mudança. Ele afirmou que o União Brasil deseja participar ativamente do processo eleitoral e buscar espaço na chapa majoritária. “O União quer espaço, governar, participar e, se possível, compor com alguns nomes”, disse.
Além disso, Leite descartou a possibilidade de apoiar a reeleição do presidente Lula (PT), mesmo com a presença de ministros do União no governo atual. Ele afirmou que a federação está se posicionando como uma alternativa de centro-direita e oposição. “Se o Tarcísio for candidato à presidência, dificilmente eu terei condições de não apoiá-lo”, concluiu Leite, referindo-se ao governador de São Paulo.
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