A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 27 de outubro, uma nova fase da Operação Sisamnes, visando investigar um esquema de vazamento de informações sigilosas do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre os alvos da operação está o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), que foi preso, juntamente com um advogado e um policial civil. As ações foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
As investigações revelaram que informações confidenciais estavam sendo acessadas e repassadas a investigados, comprometendo ações policiais em andamento. O grupo é suspeito de utilizar esses dados para proteger aliados políticos e frustrar investigações. A PF já havia realizado mandados de busca e apreensão contra Siqueira Campos em uma fase anterior da operação, mas o pedido de prisão foi negado.
Diálogos interceptados indicam que o prefeito tinha acesso a detalhes de processos no STJ e mencionava ter uma fonte dentro do tribunal. Em uma conversa, ele teria afirmado que “aqui vão dançar dois juízes e pelo menos três advogados”. As novas provas obtidas pelos investigadores reforçaram as suspeitas de que Siqueira Campos discutiu um inquérito sigiloso que o envolvia com um sobrinho do governador do Tocantins.
A defesa do prefeito ainda não se manifestou sobre a prisão. A operação continua em andamento, com mandados de busca e apreensão sendo cumpridos em Palmas, visando desmantelar a rede de influência que teria sido criada com o uso de informações sigilosas. A PF destaca que a investigação é parte de um esforço contínuo para combater a corrupção no sistema judiciário.
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