As praças da Barra e do Recreio, na Zona Oeste do Rio, apresentam condições superiores em comparação a outras áreas da cidade, mas ainda carecem de melhorias. Um levantamento da vereadora Thais Ferreira (PSOL) revelou que, apesar das melhorias, as praças da AP4 não possuem brinquedos acessíveis ou fraldários, evidenciando desigualdades sociais e raciais.
O relatório “Qual criança tem o direito de brincar?” foi elaborado a partir da avaliação de 138 praças, utilizando critérios da iniciativa internacional Urban 95. A pesquisa considerou aspectos como acessibilidade, limpeza, iluminação e segurança. Thais Ferreira destacou que a Zona Oeste, embora mais rica, ainda apresenta lacunas significativas em termos de lazer para crianças, especialmente para aquelas de comunidades negras.
Durante um mês, a equipe da vereadora visitou praças que já eram monitoradas e outras com alta demanda da população. Das 11 praças da AP4 avaliadas, nenhuma tinha fraldário ou brinquedos acessíveis, apesar de serem exigidos por legislações municipais. A lei nº 6.167, de 2017, obriga a instalação de brinquedos adaptados, enquanto a lei nº 7.421, de 2022, determina a presença de fraldários em novos espaços públicos.
Desigualdade e Segurança
Os dados apontam que menos da metade das praças avaliadas tinha boa iluminação, e muitas apresentavam mobiliário danificado. A vereadora enfatizou que a percepção da população é de que faltam áreas de lazer, mesmo com a quantidade de praças na Zona Oeste. A segurança também é uma preocupação, pois muitas famílias evitam frequentar praças devido ao medo de violência.
A Praça do Pomar, na Barra, destacou-se com a melhor pontuação no relatório, mas outras praças, como as do Euphemio e Jornalista Odylo Costa Filho, necessitam de reformas. A falta de manutenção e o mau uso dos espaços são problemas recorrentes, conforme relatado por moradores.
A Comlurb, responsável pela limpeza e manutenção das praças, afirmou que realiza reparos regularmente e que as praças da Zona Oeste têm prioridade na instalação de lixeiras. A Rioluz também realiza vistorias para garantir a segurança da iluminação pública. A Fundação Parques e Jardins informou que brinquedos acessíveis são implantados em novos projetos, mas a situação atual ainda demanda atenção.
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