O tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira, acusado de planejar ações violentas contra o governo eleito, incluindo o assassinato do presidente Lula e do vice, Geraldo Alckmin, teve um desdobramento em seu caso. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, solicitou sua exclusão como testemunha na ação penal relacionada ao golpe, alegando desconhecimento dos fatos.
Por meio da Advocacia-Geral da União, Múcio pediu para ser retirado da lista de testemunhas de defesa, após ser convocado por Oliveira. O ministro, que deveria comparecer a uma audiência marcada para 22 de julho, afirmou que “desconhece os fatos objeto da presente ação penal”. A petição foi formalizada pela Advocacia-Geral da União, destacando a falta de conhecimento sobre os eventos em questão.
Oliveira é apontado pelo procurador-geral da República como parte de um grupo denominado “Copa 2022”, que, por meio de mensagens, elaborou o plano “Punhal Verde e Amarelo”. Este plano previa a execução de Lula e Alckmin, e, segundo a denúncia, o grupo iniciou a fase mais violenta de seu projeto de poder com a anuência do então presidente Jair Bolsonaro.
A Procuradoria-Geral da República organizou os 31 réus em núcleos, e no núcleo 3, foram denunciados nove militares e um policial federal. Eles são acusados de planejar ações para o golpe, sendo responsáveis pela formulação do plano “Punhal Verde e Amarelo”.
Entre na conversa da comunidade