A Polícia Civil de São Paulo realizou uma nova operação na manhã desta sexta-feira (18) para tentar prender o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil), que segue foragido desde a deflagração da Operação Vectura Corrupta, na quinta-feira (17).
Os agentes foram até um imóvel em Sorocaba, no interior paulista, após receberem informações de que o ex-vereador poderia estar no local. O endereço é ligado a um assessor de Leite, mas o político não foi encontrado. Durante as buscas, os policiais apreenderam R$ 287 mil e US$ 89 mil em espécie, o equivalente a cerca de R$ 746 mil no total.
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Milton Leite é alvo de um mandado de prisão temporária no âmbito da Operação Vectura Corrupta, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A investigação apura a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em setores do poder público da capital paulista, como o sistema de transporte coletivo.
Na quinta-feira, policiais já haviam ido à residência de Leite, em Interlagos, na Zona Sul da capital, mas ele não foi localizado. Em nota divulgada após a operação, o ex-vereador afirmou que estava viajando, negou estar foragido e disse que se apresentaria às autoridades em até 24 horas. O prazo terminou nesta sexta sem que ele tivesse sido localizado.
A operação investiga uma rede de empresas de ônibus suspeitas de ligação com integrantes do PCC e é um desdobramento da Operação Decúrio, deflagrada em 2024. A Justiça expediu mandados de prisão contra 16 investigados, além de buscas em 18 endereços.
Segundo a decisão que embasou a operação, Milton Leite é citado na investigação como possível responsável pela operação de empresas que, de acordo com os investigadores, estariam sob influência da facção.
O documento também menciona relatos de policiais militares segundo os quais ele seria o “dono de fato” da Transwolff, empresa que atuava no sistema de transporte coletivo da capital e que já foi investigada por suspeitas de lavagem de dinheiro para o PCC. Leite nega qualquer vínculo com a facção e afirma não ser proprietário da companhia.
A Polícia Civil segue realizando diligências para localizar o ex-presidente da Câmara.
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