O vídeo divulgado pelo FBI sobre a noite da morte de Jeffrey Epstein foi editado, com quase três minutos de duração desaparecendo, segundo análise da revista Wired. O material, que mostra o lado de fora da cela do magnata, foi apresentado como um registro bruto, mas especialistas forenses indicam que houve manipulação.
Epstein, acusado de tráfico de pessoas e abuso sexual, foi encontrado morto em sua cela em agosto de 2019. O caso gerou diversas teorias da conspiração, especialmente entre apoiadores do ex-presidente Donald Trump, que sugerem que ele poderia ter sido assassinado para silenciar informações sobre figuras poderosas.
A análise da Wired revelou que o vídeo, que deveria ter quase 11 horas, foi editado utilizando software de edição, resultando na perda de dois minutos e 53 segundos de filmagem. Essa edição levanta novas suspeitas sobre a transparência do FBI e do Departamento de Justiça, que não explicaram as alterações.
A divulgação do vídeo ocorreu em meio a uma crise na base de Trump, que enfrenta pressão para esclarecer a suposta “lista de Epstein”, que detalharia clientes do esquema de pedofilia. Recentemente, autoridades afirmaram que essa lista não existe, o que provocou reações negativas entre os apoiadores do ex-presidente.
Os especialistas consultados pela Wired não conseguiram determinar as razões para a edição do vídeo, mas a falta de explicações do governo alimenta novas teorias conspiratórias. O FBI, por sua vez, defende que a filmagem não mostra indícios de homicídio, afirmando que, se Epstein tivesse sido assassinado, seria visível alguém entrando em sua cela.
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