Isabel Díaz Ayuso, presidenta da Comunidade de Madrid, foi criticada por se hospedar em um chalé de 4,3 milhões de euros, adquirido pela Comunidade para ampliar o Parque Nacional de Guadarrama. O uso do imóvel, que não foi previamente anunciado, foi revelado por moradores da região. Durante a estadia, Ayuso não utilizou serviços da Comunidade, levando sua própria comida.
A propriedade, comprada em outubro de 2023, pertence a um ex-dono dos armazéns Cortefiel, que vendeu a área de 453 hectares para a Comunidade. O chalé, localizado em Rascafría, é um destino popular para os madrilenos nos fins de semana. A presidenta já havia criticado o presidente Pedro Sánchez por viver em residências oficiais, enquanto a Comunidade de Madrid não possui uma.
Fontes da presidência regional afirmaram que o uso do chalé foi “permitido” e que esta foi a primeira vez que Ayuso o utilizou. A propriedade é descrita como um espaço de valor ecológico significativo, abrigando diversas espécies de fauna e flora. A Comunidade de Madrid, ao contrário de outras regiões, não possui uma residência oficial para seus presidentes, embora já tenha utilizado a Residência Santillana para reuniões de trabalho.
A polêmica em torno do uso do chalé surge em meio a críticas anteriores de Ayuso a Sánchez, que vive em várias residências pagas pelo Estado. A presidenta também sugeriu que o governo regional deveria financiar uma casa oficial para o presidente da Comunidade, destacando sua própria experiência de viver em aluguel por quase duas décadas.
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