O clima de tensão no Cremerj, Conselho Regional de Medicina do Rio, se intensificou com a revelação de suspeitas de arapongagem. A nova diretoria, que assumiu após o afastamento da gestão anterior há quatro meses, investiga alegações de que dados sigilosos de conselheiros foram coletados por administrações passadas.
Em um comunicado enviado por e-mail, a atual gestão informou que, em 2020, documentos confidenciais, conhecidos como “Relatórios de Investigação Confidencial”, foram elaborados sem a devida formalização de processo licitatório. Esses relatórios continham informações pessoais, como endereços, vínculos familiares e dados financeiros dos conselheiros. O Cremerj estava sob a liderança de Sylvio Provenzano na época, seguido por Walter Palis Ventura, que foi afastado em março deste ano.
A nova diretoria repudia veementemente essa prática e já encaminhou os documentos às autoridades competentes. A expectativa é que uma apuração interna revele mais detalhes sobre a origem e a execução desse monitoramento. Os conselheiros que se sentiram alvos dessa ação estão tendo acesso aos documentos.
Enquanto isso, a gestão de Walter Palis busca retornar ao Cremerj. Recentemente, a 4ª Vara Federal do Rio decidiu que o conselheiro Ricardo Farias Júnior deve ser reconduzido ao cargo, além de determinar que o CFM pague R$ 20 mil por danos morais e restitua os jetons que Farias deixou de receber durante seu afastamento.
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