Bad Bunny, o renomado cantor porto-riquenho, iniciou sua turnê “Debí Tirar Más Fotos” no último dia 11, com shows programados em sua terra natal e em diversos países, como Brasil, Europa, Austrália e Japão. Os Estados Unidos, no entanto, foram intencionalmente excluídos da rota, uma decisão que o artista justifica como desnecessária, já que já realizou muitas apresentações por lá.
O cantor, que tem se destacado por sua postura crítica em relação às políticas imigratórias, especialmente durante a presidência de Donald Trump, utiliza sua música como uma plataforma para discutir a identidade cultural de Porto Rico. Em sua canção “Lo que le pasó a Hawaii”, Bad Bunny alerta sobre a possível perda da identidade porto-riquenha, fazendo uma analogia com o Havaí, que sofreu com a colonização americana.
Crítica e Cultura
Além de abordar a gentrificação e o preconceito, o artista também se posiciona contra o turismo predatório e os desafios socioeconômicos enfrentados por seu povo. O videoclipe de “NUEVAYOL”, lançado no Dia da Independência americana, faz uma homenagem aos imigrantes de Nova York, onde Bad Bunny critica a visão de Trump sobre a imigração. Em uma cena, um imitador do presidente diz: “Esse país não é nada sem os imigrantes”, ressaltando a importância da diversidade.
Com a turnê, Bad Bunny espera movimentar cerca de 180 milhões de dólares e atrair 600 mil turistas. As nove primeiras apresentações são exclusivas para os moradores de Porto Rico, com a entrada de estrangeiros proibida. O cantor enfatiza que seu objetivo é “plantar uma semente” e dar aos jovens a oportunidade de mostrar os ritmos de sua terra natal.
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