MC Poze do Rodo, nome artístico de Marlon Brendon Coelho, foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por tortura e extorsão mediante sequestro de seu ex-empresário, Renato Medeiros. A denúncia, aceita pela Justiça, envolve mais nove pessoas e se refere a eventos ocorridos em 2023. Apesar da gravidade das acusações, o pedido de prisão preventiva foi negado, permitindo que os réus respondam em liberdade.
As investigações da 42ª DP (Recreio) revelaram que Renato foi submetido a agressões físicas e psicológicas em uma residência de Poze, localizada em Vargem Grande. Segundo a denúncia, Renato foi agredido com socos, chutes e queimaduras de cigarros, além de ter sido forçado a confessar o suposto furto de uma joia, o que não foi comprovado. O laudo pericial indicou que as agressões resultaram em fraturas e deformidades permanentes.
A defesa de MC Poze, representada pelo advogado Fernando Henrique Cardoso Neves, refutou as acusações, afirmando que o cantor tem cumprido todas as medidas cautelares impostas pela Justiça. Cardoso destacou que tanto o MPRJ quanto o Judiciário consideraram desnecessária a decretação de prisão, optando por medidas que estão sendo respeitadas.
Além deste caso, MC Poze já enfrentou problemas legais anteriormente, incluindo um inquérito por apologia ao crime e suposto envolvimento com tráfico de drogas. Em junho de 2023, ele foi preso por cinco dias, mas foi liberado posteriormente. A situação do artista continua a ser monitorada pelas autoridades, enquanto os desdobramentos do caso geram repercussão nas redes sociais e no cenário musical.
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