A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) anunciou a fase de testes de um novo aplicativo de mensagens para uso interno do governo federal. A iniciativa visa substituir plataformas como WhatsApp e Telegram, que foram criticadas por falhas de comunicação em eventos críticos, como os ataques de 8 de janeiro de 2023.
Durante o governo Bolsonaro, a Abin havia suspendido o uso do aplicativo próprio, chamado Athena, e adotado o WhatsApp, o que resultou em problemas na troca de informações sensíveis. O novo aplicativo, que contará com criptografia própria, foi apresentado pelo diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, à Comissão de Controle de Atividade de Inteligência do Congresso Nacional.
A proposta inicial é que o aplicativo seja utilizado apenas pelos integrantes do Sisbin (Sistema Brasileiro de Inteligência), mas há planos para expandir seu uso a toda a administração pública federal. O desenvolvimento do app é parte do Programa de Transformação Digital (PDX) da Abin, que busca modernizar a comunicação segura entre os órgãos de inteligência.
Além do novo aplicativo, a Abin está criando uma plataforma para catalogação e compartilhamento de dados e documentos de inteligência. O sistema, que permitirá o envio de textos, áudios, fotos e vídeos, está sendo desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Ceará e o Serpro, empresa de tecnologia do governo federal.
A Abin ressaltou que o aplicativo está em fase de validação pelo Ministério da Gestão e não forneceu detalhes adicionais. A mudança ocorre em um contexto de crescente preocupação com a soberania digital, especialmente após críticas ao uso de aplicativos de empresas estrangeiras para a troca de informações confidenciais.
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