Pouco antes de ter sua prisão domiciliar decretada, Jair Bolsonaro (PL) esteve na sede do PL em Brasília, onde se reuniu com aliados e organizou um bolão da Mega-Sena. Durante a tarde, acompanhou as manifestações de apoiadores que ocorreram no domingo, que criticavam o Supremo Tribunal Federal (STF) e pediam anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.
Bolsonaro estava mais sério do que o habitual, mas ainda assim demonstrou bom humor, segundo o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP), que esteve com ele momentos antes da decisão do ministro Alexandre de Moraes. O ex-presidente expressou confiança nas manifestações, afirmando que elas mostraram que “o povo está conosco”. No entanto, não deu instruções sobre os próximos passos, apenas ressaltou a necessidade de “esperar dia após dia”.
Por volta das 17h, Bolsonaro deixou a sede do PL apressadamente, preocupado em não se atrasar para o recolhimento noturno determinado pelo STF. Ele mencionou que precisava sair antes para evitar passar perto de embaixadas. Minutos depois, a decisão de Moraes foi anunciada, e ao chegar em casa, Bolsonaro foi abordado pela Polícia Federal na garagem, onde foi informado sobre a prisão domiciliar e teve seu celular apreendido antes de entrar na residência.
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