Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou em entrevista ao Jornal O Globo que as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil são resultado da “perseguição” a seu pai no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele destacou que a situação se agravou após a atuação do ministro Alexandre de Moraes e que a crise institucional precisa ser resolvida com uma sinalização positiva aos americanos.
As tarifas, que começaram a valer nesta quarta-feira, 6, impactam diretamente as exportações de produtos como café e carne. Eduardo acredita que uma “anistia ampla, geral e irrestrita” poderia melhorar as negociações com os EUA, colocando o Brasil em uma posição mais favorável. Ele também mencionou que está levando a questão da prisão domiciliar de seu pai ao conhecimento das autoridades americanas, esperando uma reação do governo.
O deputado admitiu o risco de prisão ao retornar ao Brasil e afirmou que precisa “anular” Moraes para retomar sua atividade política. “Ou tenho 100% de vitória, ou 100% de derrota”, disse, referindo-se à sua situação política. A nova medida de Trump pode causar uma retração de até R$ 19 bilhões no PIB brasileiro e uma queda nas exportações de até US$ 54 bilhões, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Apesar das possíveis consequências econômicas, Eduardo defendeu que o “sacrifício” é necessário para “tirar Moraes do poder” e restaurar a “normalidade democrática” no Brasil. Ele afirmou que, embora compreenda o impacto das tarifas, não se sente responsável por elas, atribuindo a responsabilidade ao STF e sua atuação.
Entre na conversa da comunidade