O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), cancelou sua agenda em Fortaleza e antecipou o retorno a Brasília após protestos em apoio a Jair Bolsonaro. A decisão ocorreu na manhã de terça-feira (5), quando Motta participou de inaugurações de hospitais na Paraíba. Ele tinha programado um seminário sobre alfabetização na capital cearense.
A mobilização em Brasília ocorre em resposta à prisão domiciliar de Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Presidentes de partidos de centro-direita, como Valdemar Costa Neto (PL), Antônio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (Progressistas), se uniram para obstruir os trabalhos legislativos. Rueda e Nogueira orientaram suas bancadas a apoiar a paralisação.
A estratégia de obstrução inclui a ocupação das mesas diretoras por deputados e senadores da oposição, que farão rodízio a cada três horas. A ideia é manter a pressão até que haja uma reunião conjunta com os presidentes da Câmara e do Senado. Essa mobilização não é nova; há cerca de duas semanas, Rueda havia sugerido uma conversa remota com outros líderes partidários, mas a reunião não se concretizou.
Enquanto isso, o PL tem pressionado outras siglas a se unirem à causa bolsonarista. Apesar de algumas lideranças, como Marcos Pereira (Republicanos-SP), se mostrarem cautelosas em relação ao STF, a articulação em torno de Bolsonaro continua a ganhar força no Congresso.
Entre na conversa da comunidade