A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) continua presa na Itália desde julho, após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento em invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Recentemente, ela solicitou apoio de influenciadores bolsonaristas para pressionar o ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, em busca de uma decisão favorável sobre sua extradição.
Em uma carta enviada a familiares, Zambelli pediu que influenciadores como Allan dos Santos e Paulo Figueiredo mobilizassem seus seguidores para comentar nas redes sociais do ministro. A deputada ressaltou que a decisão sobre sua extradição está nas mãos de Nordio e que espera uma resposta antes da audiência de custódia marcada para o dia 13 de agosto.
Situação Atual
Zambelli está detida na penitenciária de Rebibbia, em Roma, onde aguarda o desfecho do processo de extradição, que pode levar de um a dois anos. A Justiça italiana decidiu manter sua prisão após uma audiência realizada no início de agosto. O advogado da deputada, Fabio Pagnozzi, não comentou o pedido de apoio, mas expressou confiança de que o ministro poderá negar a extradição ou conceder medidas cautelares.
Além da condenação por invasão ao sistema do CNJ, Zambelli enfrenta outros processos no Brasil, incluindo um por porte ilegal de arma. A situação dela é ainda mais complicada, pois a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados analisa um processo que pode levar à cassação de seu mandato.
Mensagens de Resiliência
Em uma carta divulgada nas redes sociais de familiares, Zambelli afirmou estar “forte e corajosa”, destacando que “nenhum ditador nos colocará de joelhos”. A mensagem, que foi rapidamente deletada, enfatizava a importância da liberdade e da luta pela justiça. A deputada foi condenada a dez anos de prisão e à perda do mandato, com a ordem de extradição formalizada pelo STF em junho.
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