O julgamento do pedido de recuperação judicial do Vasco está em um impasse no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Desde fevereiro, quando o clube protocolou a solicitação, a situação se complicou com a declaração de suspeição de três dos cinco desembargadores da 20ª Câmara de Direito Privado.
Entre os desembargadores que se declararam suspeitos está André Luiz Cidra, que alegou ter recebido ameaças de torcedores do Vasco. Cidra já havia tomado decisões desfavoráveis ao clube em processos anteriores, incluindo um pedido para que o Vasco mandasse seus jogos no Maracanã. Além dele, Sérgio Nogueira de Azeredo e Fernando Cerqueira Chagas também se afastaram do caso, o que significa que, em um novo recurso, será necessário convocar um desembargador de outra câmara.
O desembargador Cesar Cury permanece como relator do processo, mas não há previsão de avanço. O pedido de recuperação judicial é o primeiro de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no Brasil e surge após a ruptura do clube com a 777 Partners, que perdeu o controle da SAF na Justiça. A recuperação é parte de um esforço da diretoria para reestruturar financeiramente o clube, que enfrenta desafios significativos.
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