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Governo prioriza ações independentes de consenso na COP30, afirma Dubeux

Brasil propõe Fundo de Florestas Tropicais e integração de mercados de carbono para impulsionar ações climáticas na COP30

Rafael Dubeux, secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda e responsável pelo Plano de Transição Ecológica do governo federal (Foto: Karime Xavier - 3.abr.24/Folhapress)
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A COP30 se aproxima, marcada por incertezas sobre o legado da presidência brasileira, especialmente diante das tensões geopolíticas e da oposição dos EUA às ações climáticas. O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, busca alternativas que não dependem do consenso global, priorizando investimentos em vez de doações.

O secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Rafael Dubeux, revelou que o Brasil está preparando duas propostas significativas: um Fundo de Florestas Tropicais e a integração de mercados de carbono. Essas iniciativas visam criar um ambiente de cooperação entre países dispostos a avançar em ações climáticas, mesmo que outros permaneçam em resistência.

Fundo de Florestas Tropicais

O Fundo de Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF) será um modelo baseado em investimentos, ao contrário dos tradicionais fundos de doação. Os países que contribuírem não apenas doam, mas investem em projetos que prometem retorno financeiro. A expectativa é captar US$ 25 bilhões inicialmente, com potencial de alcançar US$ 125 bilhões com a participação do setor privado.

Dubeux explicou que a diferença entre as taxas de retorno será utilizada para remunerar países que preservam florestas. O fundo busca contornar a volatilidade das doações internacionais, especialmente em tempos de crise geopolítica.

Integração de Mercados de Carbono

A proposta de integração dos mercados de carbono visa criar uma coalizão de países dispostos a estabelecer um orçamento de emissões, levando em conta a renda per capita. Essa abordagem permitiria que países com menor renda tivessem limites de emissões mais altos, enquanto nações mais ricas teriam orçamentos menores.

O governo brasileiro acredita que essa solução é viável politicamente, mesmo sem o apoio de todos os países da COP. Dubeux destacou que, apesar das dificuldades, há um engajamento positivo de nações como China e Europa, essenciais para o sucesso da proposta.

Com a COP30 se aproximando, o Brasil busca deixar um legado significativo, promovendo ações que não dependem do consenso global, mas que podem impactar positivamente o combate às mudanças climáticas.

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