O ex-ministro Nilmário Miranda anunciou sua saída do governo federal, onde atuava como assessor especial do Ministério dos Direitos Humanos. Ele apresentou sua carta de demissão à ministra Macaé Evaristo no último dia 30, mas continuará em Brasília até a publicação oficial de sua exoneração, prevista para a próxima sexta-feira.
Nilmário, que já foi titular da pasta entre 2003 e 2005, destacou a importância de seu trabalho na reconstrução de pautas afetadas pelo governo Bolsonaro. Durante sua gestão, ele foi responsável pela recriação da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos e pela reorganização da Comissão de Anistia, que enfrentou resistência de figuras ligadas à defesa da tortura.
Aos 78 anos, o ex-ministro afirmou que sua decisão de deixar o governo visa se dedicar à reorganização do Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas Gerais. Ele enfatizou que não pretende se candidatar a nenhum cargo, mas deseja contribuir para a formação de alianças políticas. Nilmário acredita que “quem não vence em Minas não vence no Brasil”, ressaltando a relevância do estado nas eleições nacionais.
O ex-assessor pretende utilizar sua experiência para fortalecer a presença do PT em Minas, um estado estratégico para o partido. A saída de Nilmário Miranda marca uma nova fase em sua trajetória política, focada na construção de um cenário favorável para o partido em um contexto eleitoral desafiador.
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