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Nilmário Miranda renuncia ao cargo no Ministério dos Direitos Humanos

Nilmário Miranda deixa o governo federal para fortalecer o PT em Minas Gerais e busca alianças políticas estratégicas para as eleições.

O ex-ministro Nilmário Miranda em audiência na Câmara, em 2020 (Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados)
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O ex-ministro Nilmário Miranda anunciou sua saída do governo federal, onde atuava como assessor especial do Ministério dos Direitos Humanos. Ele apresentou sua carta de demissão à ministra Macaé Evaristo no último dia 30, mas continuará em Brasília até a publicação oficial de sua exoneração, prevista para a próxima sexta-feira.

Nilmário, que já foi titular da pasta entre 2003 e 2005, destacou a importância de seu trabalho na reconstrução de pautas afetadas pelo governo Bolsonaro. Durante sua gestão, ele foi responsável pela recriação da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos e pela reorganização da Comissão de Anistia, que enfrentou resistência de figuras ligadas à defesa da tortura.

Aos 78 anos, o ex-ministro afirmou que sua decisão de deixar o governo visa se dedicar à reorganização do Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas Gerais. Ele enfatizou que não pretende se candidatar a nenhum cargo, mas deseja contribuir para a formação de alianças políticas. Nilmário acredita que “quem não vence em Minas não vence no Brasil”, ressaltando a relevância do estado nas eleições nacionais.

O ex-assessor pretende utilizar sua experiência para fortalecer a presença do PT em Minas, um estado estratégico para o partido. A saída de Nilmário Miranda marca uma nova fase em sua trajetória política, focada na construção de um cenário favorável para o partido em um contexto eleitoral desafiador.

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