Renato Freitas, deputado federal pelo PT, foi suspenso por 30 dias após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovar um parecer que o acusa de ajudar professores a invadir a Assembleia Legislativa do Paraná. A decisão foi tomada em 10 de outubro de 2023, e a deputada Márcia Huçulak (PSD) foi a responsável pela elaboração do documento que fundamentou a punição.
Essa não é a primeira vez que Freitas enfrenta problemas em sua trajetória política. Em 2022, enquanto vereador em Curitiba, ele teve seu mandato cassado por ocupar uma igreja na cidade, tornando-se o primeiro político da Assembleia Legislativa do Paraná a sofrer tal sanção. A nova suspensão gerou críticas, inclusive do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se manifestou sobre a situação.
Em resposta às declarações de Lula, Freitas expressou seu descontentamento, afirmando que o presidente deveria ter conversado com ele antes de emitir juízos sobre seu comportamento. Em uma entrevista ao *The Guardian*, o deputado destacou que sua atuação política tem gerado desconforto em Curitiba, uma cidade onde a maioria da população se autodeclara branca e que se esforça para se apresentar como “a capital europeia do Brasil”.
Freitas afirmou que, em sua visão, é mais fácil se tornar presidente do Brasil do que prefeito de Curitiba, refletindo sobre a hostilidade que enfrenta na cidade. Ele acredita que suas ações e sua presença política incomodam certos setores da sociedade local, o que, segundo ele, impacta diretamente nas decisões políticas contra ele.
Entre na conversa da comunidade