Verônica Abdalla Sterman, indicada por Lula ao Superior Tribunal Militar (STM), enfrenta questionamentos sobre sua formação acadêmica. Um dossiê da oposição alega que a advogada não concluiu o mestrado em Direito Penal pela Universidade de São Paulo (USP), o que pode afetar sua sabatina no Senado.
O relatório aponta que, embora Verônica mencione um mestrado em Direito – Processo Penal em seu LinkedIn, não há registro de defesa de tese na USP. A universidade confirmou que não possui qualquer tese defendida por ela. O currículo oficial da advogada, divulgado pelo Planalto, afirma que ela “realizou mestrado em Direito Processual Penal pela USP, com projeto de qualificação aprovado em 2018”. Contudo, o regimento da USP determina o desligamento do mestrando que não cumpre as exigências dentro dos prazos estabelecidos.
A oposição argumenta que, sem a defesa da tese, Verônica não pode reivindicar o título de Mestre. O dossiê também menciona sua participação na Comissão de Ética da OAB-SP, que proíbe a divulgação de especialidades que não sejam possuídas. Para os opositores, as informações apresentadas podem ter induzido o relator, senador Jaques Wagner (PT-BA), a considerá-la apta para o cargo.
Se aprovada, Verônica será a segunda mulher a integrar o STM, ao lado da atual presidente, Maria Elizabeth Rocha. A sabatina no Senado está marcada para esta manhã, e a situação de sua formação acadêmica será um dos principais pontos de debate.
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