Representantes do governo dos Estados Unidos cancelaram reuniões com as Forças Armadas brasileiras, em resposta ao aumento de tarifas anunciado em julho. Essa decisão gera preocupações sobre a continuidade da cooperação militar entre os dois países e possíveis sanções que podem impactar a importação de tecnologia de defesa.
A gestão Trump, que já havia punido autoridades brasileiras no programa Mais Médicos, agora direciona sua atenção para a área militar. O cancelamento das reuniões pode afetar a participação de militares americanos em exercícios conjuntos, como a Operação Formosa, que é o maior treinamento terrestre da Marinha e costuma incluir países como França e China.
Até o momento, integrantes do Ministério da Defesa do Brasil afirmam não ter recebido informações oficiais sobre o cancelamento das agendas ou a interrupção da participação de militares dos EUA em treinamentos no Brasil. A expectativa é que a cooperação histórica entre os dois países continue de forma técnica.
A preocupação se estende também às compras de equipamentos militares que o Brasil realiza junto aos EUA. Existe o temor de que a gestão Trump aplique sanções que inviabilizem a exportação e importação de tecnologia na área de defesa. Além disso, a situação é monitorada em relação aos militares brasileiros que estão em cursos de formação nos Estados Unidos.
Em maio, antes do agravamento da crise, o chefe do Comando Sul dos EUA, almirante Alvin Holsey, esteve no Brasil para reuniões com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e os chefes das Forças Armadas. A continuidade dessa relação é vista como crucial para a segurança e a defesa de ambos os países.
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