O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), manifestou-se nesta quarta-feira sobre a pressão de bolsonaristas para criticar o Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente o ministro Alexandre de Moraes. Durante um debate, Castro afirmou que “não é democrático fulanizar” as discussões sobre impeachment de magistrados e defendeu uma análise criteriosa antes de qualquer punição.
Castro, que está considerando uma candidatura ao Senado em 2026, tem sido cobrado por aliados de Jair Bolsonaro a adotar uma postura mais agressiva contra o STF. No entanto, ele se opôs à ideia de fazer campanha eleitoral com foco em punir indivíduos específicos, lembrando que já foi alvo de perseguições semelhantes, que resultaram na extinção de processos contra ele.
Posição sobre o STF
O governador destacou que qualquer servidor público que cometer crimes deve ser responsabilizado, mas enfatizou que a abordagem não deve ser baseada em ataques pessoais. Ele criticou a atual agenda anti-STF promovida por bolsonaristas, que inclui uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para acabar com o foro privilegiado, visando facilitar investigações contra parlamentares.
Além disso, Castro se distanciou da polarização política, afirmando que tanto a direita quanto a esquerda têm contribuído para a crise no Brasil. Ele se referiu ao impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras, uma medida que foi vista como retaliação ao país.
Futuro político
Após o debate, Castro minimizou as críticas de membros do PL sobre sua atuação e afirmou estar “muito bem” no partido. Contudo, ele deixou em aberto a possibilidade de concorrer ao Senado por outra sigla, mencionando que tem boas relações com lideranças de partidos como o União Brasil e o PP. “Caso o PL um dia não me queira, casa não vai me faltar,” disse Castro, reafirmando sua disposição para novas alianças políticas.
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