O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou, nesta terça-feira (15), a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisou o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e informações levantadas pela Polícia Federal no caso Banco Master. Lula defendeu transparência na apuração e afirmou que o presidente da Corte, Edson Fachin, deve ter acesso às informações necessárias para esclarecer o episódio.
Ao comentar a atuação de Fachin, Lula afirmou que o ministro tem condições de aprofundar a análise do caso a partir dos documentos disponíveis.
“Nós chegamos ao momento determinante na história desse país. Não há ninguém que possa fugir do julgamento. Portanto, a Suprema Corte agora está dotada de todas as informações. Fachin tem o queijo e a faca na mão pra abrir tudo e saber quem fez o quê”, disse o presidente, durante entrevista à Record.
Lula também defendeu a abertura dos sigilos relacionados ao caso para que as informações possam ser analisadas.
“É bom que se apure com todo rigor. Abre o sigilo telefônico de todo mundo, aquilo que o André Mendonça tinha guardado só pra ele, agora pode ser aberto pra todo mundo entender”, afirmou.
Lula defende mudanças no Judiciário
Durante a entrevista, Lula também afirmou que o episódio reforça, na avaliação dele, a necessidade de estabelecer critérios mais claros para integrantes do Judiciário. “Quem for ministro não pode querer ficar rico”, declarou.
Na sequência, o presidente afirmou que integrantes do Judiciário não deveriam estar em situações que possam gerar conflitos de interesse envolvendo familiares. “É preciso criar critérios no Judiciário brasileiro”, disse.
Lula também afirmou que integrantes da Suprema Corte não podem permanecer sob suspeita. “O Poder Judiciário precisa virar exemplo”, afirmou. “Não tem trégua, é preciso investigar todos sem distinção”, completou.
Sessão do STF
O STF realizou nesta terça uma sessão plenária extraordinária para analisar a Petição 16.662. O caso chegou ao plenário após Edson Fachin assumir a relatoria e convocar a sessão extraordinária.
A sessão envolveu informações obtidas pela Polícia Federal sobre supostas mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, além de medidas adotadas durante a apuração.
Durante o julgamento, os ministros também discutiram a forma de análise dos casos relacionados a Moraes e ao ministro André Mendonça.
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