Em mensagens reveladas pela Polícia Federal, o deputado federal Eduardo Bolsonaro pressionou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a fazer um agradecimento público ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As conversas, divulgadas nesta quarta-feira, 20, indicam que Eduardo temia que a falta de reconhecimento poderia levar Trump a “virar as costas” para o Brasil.
Eduardo alertou que a opinião pública poderia mudar e que o tempo para reverter a situação era limitado. Ele mencionou que havia pessoas na Casa Branca sugerindo que o Brasil poderia ser deixado de lado. A Polícia Federal interpretou as mensagens como evidências de que ambos estavam cientes e atuando de forma coordenada em ações que poderiam resultar em sanções internacionais.
Além disso, a PF indiciou Jair e Eduardo por coação no curso do processo e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito. Os crimes foram caracterizados como tentativas de influenciar autoridades e restringir os poderes constitucionais. O relatório foi enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que é o relator do inquérito.
Eduardo, que reside nos Estados Unidos desde março, está articulando com aliados a aplicação de sanções contra autoridades brasileiras, incluindo o uso da Lei Magnitsky contra Moraes. Em junho, Jair admitiu ter transferido 2 milhões de reais ao filho, o que levanta mais questões sobre a relação entre os dois no contexto das investigações. A Procuradoria-Geral da República agora decidirá sobre a eventual denúncia contra eles.
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