Marruecos enfrenta um aumento alarmante de casos de violência sexual contra menores, evidenciado pelo recente caso de Mohamed, um menino de 13 anos. Durante o festival de Mulay Abdalá Amghar, em Al Yadida, ele foi vítima de uma violação coletiva por mais de dez homens. A situação gerou indignação e mobilização da sociedade civil, incluindo a Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH), que documentou o crime e apresentou uma denúncia à polícia.
Mohamed, que vive em Yusufía e ajuda sua mãe incapacitada, estava no festival em busca de oportunidades para ganhar dinheiro. Após ser agredido, ele foi encontrado em estado crítico e levado ao hospital, onde os médicos confirmaram a violação. A gravidade do caso reacendeu o debate sobre a segurança de crianças em eventos públicos e a possibilidade de reintrodução da pena de morte no país.
A AMDH destacou que os agressores drogaram Mohamed antes de cometerem o crime. O coordenador da seção de Yusufía, Hamid Raudi, afirmou que a cena no hospital era “extremamente dolorosa” e que qualquer falha no tratamento do caso seria vista como uma traição à vítima e à sociedade. A polícia já identificou alguns suspeitos e as investigações continuam.
Este incidente ocorre em um contexto de crescente violência sexual contra menores em Marruecos, onde festivais populares atraem grandes multidões. A sociedade se questiona sobre a proteção de crianças em eventos que, embora celebratórios, podem se tornar cenários de crimes. O caso de Mohamed não é isolado; outros incidentes semelhantes ocorreram em anos anteriores, aumentando a pressão por medidas mais eficazes de proteção infantil.
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