O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), assumiu a responsabilidade pela derrota na eleição da presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS, ocorrida nesta quarta-feira. O candidato da oposição, Carlos Viana (Podemos-MG), foi eleito com 17 votos, superando Omar Aziz (PSD-AM), que contava com o apoio do Palácio do Planalto e obteve apenas 13 votos.
Randolfe reconheceu que a equipe de articulação política do governo “subestimou” a mobilização da oposição. Ele afirmou que a derrota não é uma tragédia e que o governo pretende investigar as irregularidades relacionadas a R$ 6,4 bilhões em descontos indevidos sobre aposentadorias e pensões. A CPI foi criada para apurar essas fraudes, que envolvem gestões anteriores, especialmente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Reorganização da Base Governista
Após a derrota, Randolfe se reuniu com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que pediu desculpas pela situação. Ficou decidido que o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) coordenará a base governista na CPI, enquanto o deputado Duarte Júnior (PSB-MA) será indicado para a vice-presidência. A vitória da oposição foi atribuída a uma articulação de última hora, que garantiu uma vantagem de três votos.
O governo também se viu pego de surpresa pela ausência de parlamentares do MDB, que eram considerados votos certos. Randolfe destacou que a situação será contornada e que a base governista está preparada para enfrentar as possíveis convocações de ministros e ex-chefes do INSS. A estratégia será associar as fraudes a administrações passadas, buscando desviar o foco das atuais gestões.
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