Um ataque terrorista em Cali, na Colômbia, deixou pelo menos seis mortos e mais de 60 feridos na tarde de quinta-feira. O ataque, que utilizou cilindros explosivos, ocorreu na movimentada Carrera Octava, próxima à base aérea militar Marco Fidel Suárez. O prefeito da cidade, Alejandro Eder, classificou o incidente como um ataque narco-terrorista e anunciou a militarização da área.
O presidente Gustavo Petro atribuiu a responsabilidade ao Carlos Patiño Front, uma dissidência das FARC, e destacou que o ataque é uma reação à pressão militar sobre esses grupos. O ataque em Cali aconteceu horas após um ataque a um helicóptero da polícia em Antioquia, que resultou na morte de 12 policiais. Até o momento, nenhum grupo criminoso reivindicou a autoria do ataque em Cali, mas Petro indicou que as ações estão ligadas a facções que operam na região.
Detenções e Recompensas
Após o ataque, um suspeito identificado como Walter Steban Yonda Ipia, de 23 anos, foi detido por cidadãos locais e entregue às autoridades. Ele é considerado um dos responsáveis pelo ataque e pertence a uma das estruturas dissidentes. O governo local e o Ministério da Defesa anunciaram recompensas de até 600 milhões de pesos (aproximadamente 90 mil dólares) por informações que levem à captura dos demais envolvidos.
O ataque causou danos significativos a residências e veículos na área, com um dos explosivos caindo no quintal de uma casa. A logística utilizada no ataque é semelhante a outras ações do Carlos Patiño Front, que frequentemente mira instalações militares e policiais. A cidade de Cali já estava em alerta devido a preocupações com a segurança, especialmente após a realização da COP16 no ano passado.
Contexto de Violência
Cali, situada no sudoeste da Colômbia, enfrenta desafios contínuos relacionados ao narcotráfico e à violência de grupos armados. O presidente Petro pediu à comunidade internacional que reconheça a junta do tráfico de drogas como uma organização terrorista, destacando a complexidade da situação na região. O ataque recente ressalta a instabilidade e os riscos que persistem na capital do Valle del Cauca, onde o controle das rotas de tráfico de drogas continua a ser um ponto crítico de conflito.
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