O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou as “hostilidades” do governo de Donald Trump contra o Brasil, afirmando que essas ações têm motivações políticas. Durante um evento do Partido dos Trabalhadores (PT) em Brasília, Haddad se referiu a mensagens entre Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo Bolsonaro, reveladas pela Polícia Federal, que indicam tentativas de buscar anistia e lobby nos Estados Unidos.
Haddad destacou que as mensagens mostram que o objetivo das ações é “livrar a cara dos golpistas”. Ele mencionou que, apesar das tensões, o Brasil deseja manter uma parceria comercial com os EUA, mas sem abrir mão da soberania nacional. O ministro relatou que as negociações com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, estavam progredindo até que as hostilidades surgiram, associadas a grupos de extrema direita brasileiros.
Críticas ao Tarifaço
O vice-presidente Geraldo Alckmin, também presente no evento, criticou as tarifas impostas por Trump, que, segundo ele, não têm justificativas econômicas. Alckmin reafirmou que o governo brasileiro está aberto a negociações comerciais, destacando que o tarifaço prejudica as relações entre os países. Ele foi aplaudido ao afirmar que o governo Lula é superior ao de seu antecessor, sem mencionar Bolsonaro diretamente.
Haddad e Alckmin concordaram que a postura do Brasil deve ser de diálogo, mantendo a independência entre os poderes. O ministro da Fazenda enfatizou que o governo Lula sempre teve boas relações com presidentes americanos, independentemente de suas orientações políticas, e que essa dinâmica não deve mudar, pois tanto Brasil quanto EUA são estados permanentes.
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