Era um fim de tarde ensolarado em Copacabana quando sete turistas argentinas decidiram celebrar suas férias com uma caipirinha. A alegria, no entanto, rapidamente se transformou em frustração ao perceberem que foram cobradas 50 vezes o preço normal pela bebida. Este incidente é apenas um entre muitos relatos de estelionato que têm se intensificado nas praias cariocas, levando a um aumento nas reclamações de turistas.
No primeiro semestre de 2023, o Rio de Janeiro recebeu 1,32 milhão de visitantes estrangeiros, um aumento de 52,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar do crescimento no turismo, os casos de golpes, como o “golpe da maquininha”, têm gerado preocupação. Recentemente, duas italianas pagaram R$ 3,1 mil por um maço de cigarros, enquanto colombianas foram cobradas em mais de R$ 2 mil por caipirinhas.
Ações das Autoridades
Em resposta a essa situação, a polícia tem intensificado o patrulhamento nas praias. Um decreto municipal publicado em maio estabelece regras para coibir abordagens inadequadas e a venda de alimentos em palitos, práticas comuns que frequentemente resultam em cobranças abusivas. Apesar disso, muitos turistas ainda relatam experiências negativas, como a família do Maranhão que pagou R$ 45 por queijo coalho sem saber que o preço era exorbitante.
Além dos golpes financeiros, a segurança dos turistas também é uma preocupação crescente. Casos de dopagem, como o ocorrido com dois ingleses em Ipanema, têm gerado alarme. A presença de traficantes na orla, conforme relatos de frequentadores, agrava ainda mais a situação. Embora os furtos e roubos tenham diminuído significativamente nos últimos anos, os estelionatos aumentaram de três para 80 casos desde 2014.
Medidas de Prevenção
Para combater esses crimes, o presidente do HotéisRIO, Alfredo Lopes, recomenda que os turistas verifiquem os valores nas maquininhas antes de confirmar o pagamento. A fiscalização na orla é considerada insuficiente, e o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, sugere a instalação de câmeras e o uso de drones para melhorar a supervisão.
Com 1.265 barracas, 309 quiosques e 808 ambulantes licenciados nas praias, a regulamentação e a fiscalização são essenciais para garantir a segurança dos visitantes. As denúncias de cobranças abusivas podem ser feitas pelo telefone 151, e a Polícia Civil está atenta a grupos criminosos que atuam na região.
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