Aliada da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, a secretária nacional de Finanças do PT, Gleide Andrade, foi reeleita no último sábado para um cargo estratégico dentro do partido. Sua recondução reforça a influência de Gleisi, que já liderou o PT por oito anos, e assegura recursos essenciais para as próximas campanhas eleitorais.
Com a reeleição, o PT se posiciona como um dos principais beneficiários do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), que destina R$ 4,96 bilhões aos partidos políticos em 2024. O PT receberá aproximadamente R$ 616 milhões, representando cerca de 12% do total. Além disso, o partido já garantiu R$ 70,2 milhões do Fundo Partidário no primeiro semestre de 2025, consolidando a importância da tesouraria, função que Gleide continuará a desempenhar.
A escolha de Gleide foi um movimento estratégico para manter a unidade dentro do partido, especialmente após disputas internas sobre a composição da chapa. O apoio de Gleisi à sua candidatura foi decisivo, especialmente após sua nomeação como ministra, quando passou a articular pela coesão do grupo. Gleide, que já possui uma trajetória significativa no PT, planeja também concorrer a uma vaga de deputada federal em 2026.
A mudança na Secretaria Nacional de Comunicação, que passou de Jilmar Tatto para Eden Valadares, também reflete a nova configuração do partido. Tatto, agora vice-presidente do PT, mantém um espaço na cúpula, enquanto a escolha de Valadares está alinhada com a base de apoio a Edinho e ao senador Jaques Wagner.
Após sua reeleição, Gleide expressou sua satisfação e responsabilidade, afirmando que continuará a trabalhar para fortalecer o partido, que, segundo ela, “fez e continua fazendo a diferença na vida de milhões de brasileiras e brasileiros”.
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