A Polícia Federal (PF) apreendeu celulares do pastor Silas Malafaia no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira (20). A ação foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e faz parte da investigação sobre suposta obstrução de Justiça relacionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Malafaia, que desembarcou de um voo vindo de Lisboa, foi submetido a medidas cautelares que incluem a proibição de deixar o país e de manter contato com outros investigados. O pastor é conhecido por seu apoio a Bolsonaro e por sua atuação em atos públicos em defesa do ex-presidente.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Malafaia teria atuado como “orientador e auxiliar” em ações de coação e obstrução, especialmente em relação a Bolsonaro e ao deputado Eduardo Bolsonaro. O parecer, aprovado em agosto, aponta indícios de que ele estaria associado a tentativas de interferir no andamento da Ação Penal nº 2668, que investiga a suposta tentativa de golpe atribuída a Bolsonaro.
Contexto da Investigação
A investigação em curso envolve tentativas de golpe de Estado e ações que podem ter comprometido a integridade do processo judicial. Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), tem se posicionado contra decisões do STF e em favor de anistia ao ex-presidente.
A apreensão dos celulares e as medidas cautelares representam um desdobramento significativo na apuração dos fatos, que têm gerado repercussões políticas e sociais no Brasil. A situação de Malafaia, um influente pastor evangélico, pode impactar ainda mais o cenário político, especialmente entre os apoiadores de Bolsonaro.
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