Dados da pesquisa Genial/Quaest, divulgados nesta segunda-feira, 25, indicam que 49% dos brasileiros consideram injusta a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Em contrapartida, 39% apoiam a sanção, que foi imposta em 30 de julho, sob alegações de violações de direitos humanos.
O levantamento, realizado entre 13 e 17 de agosto, ouviu 2.004 pessoas e possui uma margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa revela uma clara divisão entre os eleitores: 77% dos lulistas e 80% dos que se identificam com a esquerda consideram a sanção injusta. Já entre os apoiadores de Jair Bolsonaro, 75% a veem como justa.
Impeachment de Moraes
Além da Lei Magnitsky, a pesquisa também abordou o impeachment de Moraes. 46% dos entrevistados são a favor da medida, enquanto 43% se opõem. O apoio ao impeachment é mais forte entre os eleitores de Bolsonaro, com 82% a favor, enquanto 68% dos lulistas se manifestam contra. O pedido de impeachment, no entanto, enfrenta dificuldades no Senado, onde são necessários 54 votos para aprovação.
A aplicação da Lei Magnitsky e a proposta de impeachment refletem a intensa polarização política no Brasil. A pesquisa mostra que 56% dos entrevistados no Nordeste consideram a sanção injusta, enquanto no Sul, 51% a apoiam. A divisão é evidente também entre faixas de renda, com 53% dos que recebem até dois salários mínimos rejeitando a aplicação da lei.
Contexto Atual
A Lei Magnitsky, que permite sanções financeiras a indivíduos acusados de graves violações de direitos humanos, foi aplicada após um lobby do deputado Eduardo Bolsonaro, que busca apoio nos Estados Unidos. O cenário político continua a ser monitorado, à medida que novas pesquisas e eventos se desenrolam, evidenciando as tensões entre o Judiciário e a política brasileira.
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