Em 2026, as Nações Unidas podem eleger, pela primeira vez, uma mulher para o cargo de Secretário-Geral. A campanha “Madam Secretary General” visa destacar a importância da liderança feminina e a representatividade na organização, que já conta com 78 anos de história.
Em 2016, treze candidatos, incluindo sete mulheres, disputaram a posição, mas António Guterres foi o escolhido. A ex-candidata Susana Malcorra, junto com Helen Clark e Irina Bokova, fundou a GWL Voices para promover a renovação das lideranças no sistema multilateral. Hoje, quase 80 mulheres líderes analisam a representação feminina em cargos de poder.
A ONU, que se baseia em ideais de igualdade, tem a oportunidade de alinhar sua liderança com os valores que defende. A Carta da ONU, redigida em 1945, já afirmava que “homens e mulheres têm os mesmos direitos”, um princípio que precisa ser refletido na prática. A inclusão de uma mulher na liderança poderia trazer uma nova perspectiva, essencial em tempos de crescente tensão global.
A liderança feminina é vista como uma forma de construir pontes e resolver problemas de maneira eficaz. As mulheres têm demonstrado habilidades de gestão e cooperação que podem transformar a dinâmica da ONU. A eleição de uma mulher para o cargo de Secretário-Geral não seria apenas simbólica, mas uma mudança necessária para a legitimidade da organização.
Com uma possível rotação regional que favorece a América Latina, várias mulheres altamente qualificadas podem ser candidatas. A campanha “Madam Secretary General” busca não apenas eleger uma mulher, mas também reafirmar o compromisso da ONU com a igualdade e a justiça, abrindo caminho para uma liderança que represente verdadeiramente a população global.
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