Uma das distribuidoras de combustíveis investigadas na Operação Carbono Oculto, a Stock, com sede em Guarulhos (SP), solicitou R$ 780 milhões em financiamentos ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no segundo semestre de 2022. Os pedidos, sendo um de R$ 400 milhões e outro de R$ 380 milhões, foram negados pela área de compliance do banco.
A decisão do BNDES se baseou em problemas de compliance e questões reputacionais ligadas à empresa e seus controladores. Nenhuma das empresas envolvidas na operação recebeu recursos do banco estatal. A Stock é apontada como ligada a Mohamad Mourad, um dos principais envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro associado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Conexões e Investigações
A decisão judicial que fundamentou a operação destaca que a Stock possui conexões indiretas com a Petro World, que também está sob investigação. A operação visa desarticular as atividades financeiras do PCC no setor de combustíveis, buscando interromper a lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.
Agentes da Polícia Federal e da Receita Federal estão à frente das investigações, que têm como objetivo desmantelar redes de corrupção e lavagem de dinheiro que afetam o setor. A Stock, ao tentar obter financiamento, se viu em meio a um cenário de intensa fiscalização e investigação, refletindo a preocupação das autoridades com a integridade do sistema financeiro.
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