Era a última quarta-feira de julho e o clube privado Ned’s, próximo à Casa Branca, estava repleto de figuras proeminentes da administração Trump. Entre eles, Charles Moran, um alto funcionário do Departamento de Energia, se destacou como líder de um novo grupo de influência: os A-Gays, homens gays que ocupam posições significativas no governo.
Os A-Gays, em sua maioria, são assumidos e orgulhosos de trabalhar para Trump, apesar da hostilidade que muitos na comunidade LGBTQ+ sentem em relação ao presidente. Eles exercem influência em diversas áreas, do Pentágono ao Departamento de Estado. Moran, que se descreve como parte do “trem Trump”, viu a ascensão do presidente como uma oportunidade para os gays republicanos, especialmente após a Convenção Nacional Republicana de 2016, quando Peter Thiel endossou Trump.
Entre os A-Gays, destaca-se Scott Bessent, secretário do Tesouro, e outros como Tony Fabrizio e Richard Grenell. Eles compartilham uma aparência comum e evitam se identificar com a terminologia mais contemporânea da comunidade LGBTQ+. Apesar de sua visibilidade, enfrentam críticas e hostilidade de outros gays, que os veem como traidores.
A presença de homens gays em posições de poder não é nova em Washington, mas a abertura e a influência dos A-Gays marcam uma mudança significativa. Historicamente, a discrição era a norma, especialmente durante a administração de George W. Bush. O jornalista James Kirchick observa que, embora Trump tenha um histórico controverso, ele também representa uma mudança na aceitação de gays na política.
Os A-Gays, cientes do ambiente hostil que os cerca, defendem que a batalha pelos direitos LGBTQ+ já foi vencida. Eles argumentam que nunca houve um republicano tão amigável com a comunidade quanto Trump. A presença de figuras como Moran e Bessent demonstra que, apesar das tensões, os gays podem encontrar espaço no governo, mesmo em um contexto político desafiador.
Entre na conversa da comunidade